Posts Tagged ‘Ceticismo’

A teoria do universo justo

22/06/2011

Várias vezes nos perguntamos algo como “o que eu fiz para merecer isso?” em momentos de crise. É natural e humano achar que, se formos cordiais e bondosos em nossa conduta, seremos recompensados da mesma forma. Isso pode até ser verdade na maior parte dos casos no trato com outras pessoas, mas a o triste fato é que às vezes coisas ruins acontecem com gente boa. Basta abrir o jornal para ler notícias de crimes banais, catástrofes da natureza e outros eventos totalmente aleatórios que destroem vidas preciosas.

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Papo de maluco

18/04/2011

Os diálogos a seguir aconteceram quase do mesmo jeito que está escrito:

Eu: “A Relatividade mostra como a o tempo pode ser encarado como uma quarta dimensão parecida com as três dimensões espaciais.”

Cético: “Não acredito nisso. Como se pode provar tal coisa?”

Eu: “Bem, todos os laboratórios do mundo observam efeitos de dilatação temporal todos os dias. Além disso existem muitos outros efeitos astronômicos e cotidianos que só podem ser explicados se a Relatividade estiver certa e…”

Cético: “Bobagem, não acredito em nada disso. Pra mim o tempo é absoluto.”

Eu: “…”

Tempos depois:

Eu: “Não acredito em coisas como Astrologia ou Homeopatia. Você pode me mostrar como tais coisas poderiam funcionar?”

‘Cético’: “VOCÊ é que não quer ver! Você tem a mente fechada e não percebe o mundo mais sutil ao seu redor!”

Eu: “Tá bom, então…”

Moral da história
Mantenha a mente aberta, mas não tanto a ponto de deixar seu cérebro escorrer pra fora.

Saindo do armário

14/07/2010

Meu nome é Daniel, tenho 35 anos, sou Bacharel em Física e ateu. Pronto, saiu. E é impressionante que declarar algo algo que já é praticamente conhecimento público possa ser tão difícil.

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Parceria

06/04/2010

Conheci o Marcelo Dior através do site de podcasts de RPG e relacionados “A Terceira Terra” e do fórum correspondente, o TPK Brasil. Foi dele a ideia de meu irmão e eu criarmos um podcast de RPG de Star Wars, o que fizemos com bastante gosto.

O que eu não sabia e descobri ao longo desse convívio com Marcelo é que ele também é um entusiasta de Ficção Científica, além de ser o que se costuma chamar de “cético”. Em suma, gente muito boa ;-)

Assim, é com muito prazer que anuncio o começo de uma parceria entre O Telhado de Vidro e o blog dele, o Diário do Dior. Veja aí no canto, em “blogs parceiros” o banner com o link direto para lá. De fato, o desejo agora é expandir a rede com outros blogs de FC, divulgação científica e/ ou ceticismo. Se você mantiver ou conhecer algo assim, manda um alô para cá, ou então para minha conta no twitter.

O Calendário Maia

26/08/2009

Quem já foi ao cinema recentemente ou visita sites como You Tube e o Omelete talvez já tenha ouvido falar do mais novo filme-catástrofe a ser cometido em breve num cinema perto de você: 2012. Do mesmo diretor de hits como Independence Day e o Dia Depois de Amanhã, este filme tratará da destruição do mundo tal como prevista pelos antigos Maias em seu calendário.

Mas será que a antiga sabedoria mesoamericana tem mesmo algo a dizer sobre essa data fatídica? Leia mais logo abaixo da linha de corte!

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Só para lembrar

24/08/2009

… Marte NÃO será visto do tamanho da Lua em 27 de agosto!

Clique para ler a pérola abaixo e lembre-se: isso NÃO É VERDADE. Especialmente a parte da previsão dos astrônomos maias! Conte sempre com o seu Telhado amigo e seus clubes de Astronomia locais para notícias de verdade!

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Sobre aquele acordo com o Vaticano

24/08/2009

Quando abri este blog não tinha intenção de entrar em questões religiosas. Já discuti muito sobre religião para uma vida inteira e confesso que estou um bocado cansado da repetição do discurso de todas as partes. Mas tem certas coisas que não dá para não falar a respeito, e o recente acordo entre o Brasil e o Vaticano é uma delas.

Primeiro, vão ler direto na fonte os 20 artigos do Acordo, que ora está em discussão no Congresso Nacional.

A maior parte desses artigos me parece (ênfase no “me”) até inócua. Há que se ter um cuidado, porém, porque como uma colega advogada me explicou, todo texto legal é vago nesse estágio inicial. Depende muito da interpretação que se dá a ele — o trabalho que a Câmara dos Deputados supostamente está fazendo agora, até onde entendo — e, depois, de sua Regulamentação, para que se acerte os pontos específicos. Justamente por ser vago, é possível que se deixe escorregar interpretações em prejuízo do Estado Laico. Por exemplo: o Artigo 6º sugere que o Estado deverá zelar pelo patrimônio artístico e cultural de propriedade da Igreja. Qualquer um que já tenha visitado Ouro Preto ou o Museu de Arte Sacra no Largo da Carioca não duvida que há peças belíssimas e que merecem todo o cuidado, sim. Mas há um problema jurídico sério aí. Primeiro, o que dizer das demais religiões? Não mereceriam elas um tratamento recíproco, esperando proteção e subvenção do Estado? Certamente não haveria dinheiro que bastasse, para não falar na complicação em definir os critérios do que é “culturalmente relevante” e o que não é. Segundo, é no mínimo estranho que dinheiro público seja aplicado em bens que estejam sob administração e controle diretos da Igreja. OU os museus e peças de arte sacra passam para a posse do Estado, OU a Igreja que arque com sua manutenção. É para isso que eles têm isenção de impostos, afinal. Diga-se de passagem, o artigo 16 sugere ampliar tais isenções ao eximir a Igreja de reconhecer vínculo empregatício com “ministros ordenados ou fiéis consagrados”.

Entretanto, o artigo que mais me preocupa é o 11, que versa sobre ensino religioso em escolas públicas. Sugere que o Estado Brasileiro deveria adotar uma disciplina facultativa de educação religiosa no Ensino Fundamental, facultativa e de outras confissões religiosas. Antes de mais nada, essa sugestão é (ou deveria ser) inconstitucional, pois o Estado é Laico. Não tenho NADA contra ensino religioso, desde que seja oferecido em escolas religiosas particulares ou em casa, por conta própria. Novamente há um conflito de isonomia aqui. Ou será mesmo que a Igreja supõe que haverá, digamos, professores de Espiritismo, Candomblé e Umbanda em toda e qualquer escola? Ou que tais professores (e seus alunos) não sofrerão alguma espécie de represália? O que dizer de religiões menos votadas, como xamanismo e neo-paganismo? Queremos MESMO tudo isso nas escolas, ocupando o tempo de demais disciplinas?

O fato simples é que a totalidade do documento é uma ameaça aos princípios do Laicismo, pois entre uma coisa aparentemente inócua e outra, muito pode passar pelas frestas legais. Eu não sou contra o sentimento religioso. Não sou mesmo. Só que nossos políticos, e de fato toda a população, têm que entender que Laicismo não significa liberdade DE religião. Isto é um direito humano fundamental, já garantido pela Constituição. Laicismo significa essencialmente liberdade DA religião, ou seja, religião alguma interferirá nos processos e espaços públicos. Religião é um assunto que deveria ser privado e individual, mas que insistem em trazer para perto do poder. De fato, o Laicismo é uma garantia de proteção à própria prática religiosa, para que nenhuma denominação fique muito poderosa e ameace as demais.

Reclama-se um bocado das bancadas evangélicas, mas é preciso sempre ter cuidado com as investidas da Igreja Católica. Os evangélicos são muito barulhentos (e, muitas vezes, ridículos em sua estridência), mas os católicos são muito mais sutis e inteligentes — e muito mais perigosos.

Os Bárbaros estão nos Portões, Redux

19/08/2009

Minha grande amiga Carolina Vigna-Maru recentemente postou sobre os impasses de ser ateu num país eminentemente religioso como o Brasil. Confesso que nunca tive realmente problemas (até agora) comigo em pessoa; mas há diversas situações que me aborrecem. Nenhuma delas (novamente, atá agora) mais do que a insistência de certas denominações cristãs em apresentar o Criacionismo como uma opção científica viável — ou mais insidioso ainda, “complementar”, “mais plural” — à Teoria da Evolução.

Lembrei então de um post que escrevi no Velho Telhado de Vidro em janeiro de 2008 sobre a participação da então Ministra do Meio Ambiente Marina Silva no 3° Simpósio Criacionista da Igreja Adventista e a defesa que ela fez desta tese. Embora isso tenha ocorrido há muito tempo, é um dado importante para levarmos em conta ano que vem, caso a ex-Ministra realmente se candidate à presidência.

Quero deixar claro: gostei muito da atuação de Marina Silva como ministra do Meio Ambiente. Lamento que ela não teve o espaço necessário e que era praticamente uma pregadora no deserto quando fez parte do governo. De fato, se ela confirmar sua candidatura presidencial ano que vem, será uma opção interessante à mesmice PT-PSDB.

Só que não há como deixar de levar em conta o que ela diz nesta entrevista, em especial a partir de 4’28”; retirado do site Adventista É o que Há.

EDIT

Marina Silva sai do PT. Vai se filiar ao PV? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!

Abaixo reproduzo o post do meu blog antigo.

* * *

Leio com preocupação sobre a participação da ministra do Meio-Ambiente Marina Silva no 3º Simpósio Criacionista da Igreja Adventista. Claro está que ela pode professar a crença que bem entender (ela é da Assembléia de Deus); mas ao ser convidada para o Simpósio na condição de Ministra de Estado, e ao declarar que não vê prejuízo em ensinar “os dois lados da questão” – ou seja, a Evolução e o Criacionismo – nas escolas, ela está perigosamente emprestando legitimidade a essa estapafúrdia idéia do Design Inteligente.

Querem os Adventistas, assim como muitos outros Evangélicos (e arriscaria dizer, católicos) que o Design Inteligente seja aceito nas escolas como uma “teoria alternativa” para explicar a diversidade de espécies no planeta. Dizem eles que a Evolução “não é uma Lei, é apenas mais uma teoria”, sem saber, ou ignorando de propósito as toneladas de evidências a favor de Darwin coletadas nos últimos 150 anos. Para não dizer, o Design Inteligente não tem nada de científico: apóiam-se em falácias muito velhas, em erros conceituais grosseiros, e em um geral incompreensão do que seja biologia, geologia, termodinâmica e outras áreas. Pior, é uma tentativa velada de promover a sua versão particular de cristianismo nas escolas, muito embora o tal Designer Inteligente nunca seja explicitamente nomeado. Por tudo o que se sabe, poderia ser o Monstro de Espaguete Voador…

Os bárbaros já chegaram aos portões, minha gente. Kevin Trudeau, RR Soares, Silas Malafaia, Garotinho e Rosinha, Criacionistas; todos eles querem um pedaço do que a Revolução Científica levou 300 anos para construir. Mas no que depender de mim não passarão!

Enfim, quem quiser acompanhar a entrevista da Ministra Marina Silva na íntegra, veja este site:

http://eoqha.net/criacionismo/111-entrevista-com-a-ministra-do-meio-ambiente-marina-silva/

Aqui eu destaco alguns pontos que achei mais interessantes:

Repórter Adventista: A senhora se considera criacionista?

MS: É impossível crer em Deus sem crer que Ele criou todas as coisas (…) A Fé é justamente isso, nós crermos mesmo sem entendermos (…) Acredito que Deus é o Criador de todas as coisas, que tem um Projeto, e que as coisas não acontecem por acaso. Existe um Projeto Inteligente, da Inteligência Divina que governa todas as coisas.

Repórter Adventista: Que importância a senhora atribui [ao 3o Simpósio Criacionista e Mídia], que buscam discutir alguns elementos, alguns pontos, digamos, relacionados ao conhecimento científico que também pode ser atribuído ao Criacionismo?

MS: Olha, a Ciência está presente na Bíblia como um dos dons do nosso Criador. A Ciência é a forma, nesse plano terreno, de nós buscarmos a verdade. O problema é que a verdade é um processo cumulativo. E Deus revela essa verdade em parte, em enigmas, por espelho (risos) e às vezes ela aparece um pouco distorcida. Mas acontece que no espaço de Fé a Ciência tem todo acolhimento, e eu gostaria muito que no espaço científico houvesse o acolhimento para a Fé que a Fé dá à Ciência.

RA: (…) A senhora tem filhos que estudam em colégios adventistas (…) A senhora acredita que o fato desses alunos receberem esta visão diferenciada e um pouco mais plural a respeito da origem da vida – digo ‘plural’ porque nessas insituições são ensinados não apenas o Criacionismo, mas também o Evolucionismo – a senhora acha um demérito, isso, ou que esses alunos estariam em desvantagem em relação aos outros?

MS: Em primeiro lugar, Ciência se faz pela multiplicidade do olhar. Mesmo que você tenha uma visão Criacionista, se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, que é a visão do Evolucionismo, para que as pessoas tenham uma liberdade de escolha do caminho que querem seguir não vejo nenhum demérito nisso. Até porque a Bíblia diz que nós devemos olhar de tudo e reter o bem (…) Quando as pessoas têm acesso a ambas as escolhas, não se pode dizer de maneira nenhuma que estão com o conhecimento limitado. Só estão tendo as duas visões.

Sempre o moto contínuo

23/06/2009

Só há três coisas certas nessa vida: a morte, os impostos e gente inventando máquinas de moto contínuo. Desde que o mundo é mundo há tentativas nesse sentido. A primeira que se tem notícia é do Báscara – aquele da equação de 2º grau – que imaginou uma roda capaz de girar eternamente… que não funcionou. Gente do calibre de Leonardo daVinci e Jean Bernoulli também propuseram mecanismos diferentes sem sucesso.

Em 2006 uma pequena empresa irlandesa chamada Steorn publicou um anúncio bombástico na revista Economist, no qual declarava ter inventado uma máquina de moto contínuo. Depois disse ainda que “oito engenheiros e cientistas com vários PhDs de universidades de prestígio” tinham verificado o funcionamento do aparelho – sem citar nomes, é claro. Já estão sentindo o cheiro de fraude? Pois é.

Depois de dois anos de vai e vem e demonstrações públicas adiadas, o painel de doze jurados independentes (escolhidos pela Steorn) para avaliar a tal máquina declarou hoje que ela não funcionava como anunciado. Que surpresa…

O divertido é ler na página da Steorn a “explicação” de como a máquina (batizada de Orbo) funciona. Em vez de uma explicação, nos é oferecida uma confusa prestidigitação retórica com uma pitada de jargão científico para tapear os não-iniciados.

Mas afinal, por que é impossível construir uma máquina de moto contínuo? Bom, por causa de uma chatice chamada Lei da Conservação da Energia. Em termos leigos, não existe almoço grátis: toda energia útil de um motor tem que vir de alguma fonte, seja ela interna ou externa. E em sistemas fechados a quantidade total de energia sempre é conservada.

Em termos não tão leigos, todas as leis de conservação são conseqüência do Teorema de Nöether, que diz que toda simetria de uma lei física qualquer implica numa quantidade conservada. A conservação de energia vem do fato que as leis físicas são simétricas no tempo – o que significa, entre outras coisas, que até onde podemos verificar, elas sempre tiveram a mesma cara. E mesmo quando encontramos um potencial dependente do tempo, como uma sistema com atrito, por exemplo, a energia que “desaparece” pode ser contabilizada adotando um sistema fechado apropriado.

Ainda assim, algumas pessoas insistem. Não poderia haver uma lei ainda por descobrir, “porque afinal ainda não sabemos TUDO” (Deus, como odeio esse argumento…), que nos possibilitaria contornar essas dificuldades? Honestamente, não. Não que seja absolutamente impossível que se descubra alguma coisa que jogue as leis de conservação por terra, mas é altamente improvável. Todas elas são muito bem amarradinhas e dependem não apenas de resultados empíricos, mas de princípios físicos e matemáticos muito bem fundamentados. Mudar a maneira como elas funcionam seria ordens de grandeza mais dramático do que a mudança de paradigma causada pela Teoria da Relatividade e pela Mecânica Quântica.

Mas isso não impede sonhadores ingênuos e o ocasional patife de tentarem.

Desabafo sobre o Movimento Cético

16/06/2009

Até o ano passado eu participava ativamente em sites de discussão e divulgação do Ceticismo. Acreditava, como ainda acredito, que um pouco de pensamento crítico não faz mal a ninguém. De fato, num mundo polarizado como o nosso, é muito saudável estar aberto a rever as próprias posições e ter a humildade de admitir que talvez estejamos errados sobre tal ou qual assunto.

Infelizmente, o que era para ser um passatempo agradável e uma maneira de desenvolver as ferramentas da argumentação lógica tornou-se uma chatice. Não por ter me desiludido com o ideal do pensamento crítico, mas porque a convivência com certos radicais – céticos e não-céticos – me deixou enjoado.

Vejam bem: eu não tenho o menor problema com quem acha que Homeopatia funciona, ou acredita em Astrologia, ou no Tao da Física Quântica. Acho tudo isso uma bobagem (e tenho razões muito bem fundamentadas para quem quiser debater o contrário); mas no fim das contas isso é problema de quem acredita. Eu não tenho o menor direito de chegar para um cidadão desses e tentar convencê-lo do contrário. Espero apenas uma certa reciprocidade – que uma pessoa assim não fique me alugando. Da mesma forma, aborrecem-me aqueles que se recusam a compreender que só porque uma pessoa tem uma crença não-racional, tal pessoa não é automaticamente idiota ou mal intencionada.

Nos últimos tempos mais e mais havia bate-boca em vez de discussões ponderadas – se um pouco mais exaltadas – na internet. Discussões acaloradas podem ser um pouco desagradáveis porque sempre há o risco da carga emocional atrapalhar o encadeamento lógico das ideias. No frigir dos ovos, porém, são coisas toleráveis e típicas do diálogo. O problema começa quando o diálogo cessa e tudo se resume a repetições dos mesmos argumentos. Pior ainda, ultimamente os fórums de debate vem se enchendo de achismos travestidos de opiniões embasadas (seja lá a respeito do que for), contaminando ainda mais o ambiente.

No fim, é uma questão de vaidade e de querer impor a sua própria versão de radicalismo. E eu não tenho mais energia para isso.

O Ceticismo em que eu acredito tem muito mais a ver com combater iniciativas tais como a promoção do Criacionismo em escolas públicas e em desmascarar charlatães óbvios como Kevin Trudeau – coisas que realmente podem ser prejudiciais à saúde do indivíduo ou à sociedade como um todo. Tem muito mais a ver com ações concretas tais como escrever para jornais e políticos, publicar blogs, promover debates com alunos em sala de aula sobre os mais variados temas, evitando sempre a simples doutrinação. Tem a ver, enfim, com respeito à pessoa, mesmo que não se respeite as opiniões dela.

O que acreditamos ou deixamos de acreditar não faz a menor diferença. O que importa é o que se faz depois de declarar isso.