Archive for the ‘RPG’ Category

Perguntar não ofende

18/03/2010

Quando um maluco assassina uma garota indefesa num cemitério num ritual místico relacionado a um RPG, a culpa é desse jogo demoníaco que deveria ser proibido.

Quando um maluco assassina um pai e um filho indefesos porque sofre de delírios religiosos a culpa é…?

Holocast

23/02/2010

Holocast episódio 01Embarquei numa aventura um pouco diferente das que usualmente ocorrem em mesas de jogo de RPG. Desde 5 de fevereiro está no ar o Holocast, onde eu e meu irmão batemos um papo descontraído sobre o universo de Star Wars, com foco no RPG. No primeiro episódio, por exemplo, conversamos sobre as várias conversões de Star Wars para RPG ao longo dos anos. No segundo damos dicas mais específicas de como manter uma tensão cinematográfica nas cenas dos jogos.

O Holocast surgiu da sugestão de Marcelo Dior, que é o criador do excelente site de RPG A Terceira Terra. Dior pretende abrigar podcasts sobre os mais variados temas relacionados a jogos e convidou o meu irmão (que convidou a mim) a fazer um sobre SW.

Ainda estamos aprendendo o caminho das pedras e a estrutura técnica não é lá essas coisas. É o Skype, mais um programa para gravar as conversas em mp3 (que não está gravando em alta qualidade não sei por quê) e muito entusiasmo. O universo de SW é vasto, afinal, e tema para discutir é o que não falta!

Confiram lá!

Feriadão de Jogos

13/10/2009

Passei este último feriadão na casa dos meus pais, que estavam viajando e pediram que ficasse lá. Fiz algo que não fazia desde nem lembro quando: joguei RPG até me acabar!

Sábado foi sessão dupla, começando pela campanha de Star Wars: Corsários! que estava mestrando faz alguns meses. O toque diferente ficou pela troca do sistema utilizado. Deixei o Sistema Saga na estante e usei o Wushu, que é Open Source e se diferencia da maioria dos RPGs por aí por ter uma mecânica de resolução de cenas, em vez da típica resolução de tarefas. É uma ideia muito simples, se um pouco difícil de pegar de primeira depois de muitos anos de regras tradicionais. Basta dizer que oferece muito mais controle da cena aos jogadores do que qualquer coisa que eu já tenha visto – e flui que é uma maravilha!

Na mesma noite meu irmão emendou mestrando um rápido jogo de D&D 4, onde fiz um Bárbaro Goliath. O papel do Bárbaro é ser um Striker, ou seja, o cara que bate MUITO. Infelizmente, distribuições estatísticas não ligam muito para planos de jogadores; e se nas últimas sessões com meu irmão um outro personagem meu enfileirava críticos nos inimigos, o pobre Kraggor o Bárbaro apanhou como boi ladrão e só conseguiu acertar dois golpes… o último assim mesmo pelo GM ter graciosamente permitido ignorar o quinto ou sexto rolamento pífio consecutivo. Mas foi divertido, especialmente porque pude bancar o escudo de carne para os demais colegas, que conseguiram dominar os inimigos com mais facilidade.

Muitos acham, aliás, que esta última edição do D&D-Pai-de-Todos é próxima demais dos videogames, que tem regras muito complexas, que não dá margem para interpretação, etc. As primeiras podem até ter um fundo de verdade, mas a última é simplesmente errada. É bastante diferente da liberdade quase anárquica do Wushu, mas faz extremamente bem aquilo a que se propõe. O interessante é que a preparação dos personagens e das aventuras fica muito facilitada pelos programas oficiais da Wizards of the Coast justamente para isso. Havia dois notebooks à mesa…

E por falar em notebook, o terceiro jogo do feriadão foi um marco na minha carreira de Nerd. Era a segunda sessão de uma antiga campanha de Super-Heróis, repaginada depois de quinze anos de hiato para o sistema de Mutants & Masterminds. Até aí, nada excepcional. Mas um dos meus jogadores clássicos acabara de emigrar para o Canadá e tinha me perguntado se haveria como participar da segunda sessão via teleconferência.

Eu confesso a vocês que não levava fé. Puxa, como me enganei!

Notebooks, microfones, subwoofers e conexão wi-fi ligados, foi extremamente simples estabelecer contato com nosso emigrante via Skype e deixá-lo participar de todo o jogo, que durou quatro horas. Tirando uma ou outra limitação (não dava para atropelar o discurso, tinha que fazer silêncio quando ele falava), rolou como se ele estivesse presente. Fantástico, fabuloso, mesmo! É muito bom viver no futuro!

Especialmente se de vez em quando nos permitirmos um gostinho do passado.

Mudando o rumo do jogo

28/05/2009

Ficar doente em casa é um saco mas tem a vantagem de, entre uma hora de tomar remédio e outra, te dar tempo de pensar num monte de coisas que de outra forma acabariam no fim da lista de prioridades normais.

Hoje eu estava pensando em RPGs e como via de regra está se tornando cada vez mais difícil me divertir com eles do jeito que costumava acontecer. Houve um tempo em que era simples: a gente tinha um dia mais ou menos fixo de jogo, todo mundo sabia o que seria jogado e quem iria mestrar. Chegava o tal dia, todo mundo sentava, brigava, fazia piadinhas fora de hora, reclamava que do personagem do outro, ria, levantava e ia para casa. Não parecia tão difícil.

Tínhamos tempo, é verdade, coisa que hoje em dia está cada vez mais escassa. Vida adulta requer dedicação, afinal. Mas esse nem é um problema assim tão grande, uma vez que nossos jogos ficaram cada vez melhores em termos de tramas mais elaboradas ou personagens mais interessantes. Só que na mesma medida em que a qualidade, subiu também o nível de exigência para um bom jogo e aí, creio, começaram os meus problemas.

Confesso que me deixei envolver demais por jogos cheios de detalhes. Minhas campanhas tinham escopos cada vez maiores e mais ambiciosas. E embora o resultado continuasse satisfatório, vi que estava consumindo um tempo cada vez maior de preparações para o jogo para obter a mesma satisfação. A coisa ficou absolutamente clara para mim quando percebi que estava há semanas na fase de rascunhos de uma campanha de Ficção Científica baseada em Battlestar Galactica que simplesmente não vai decolar – porque estou gastando tempo demais pensando e falando sobre isso, em vez de sentando e jogando.

Eu e meu grupo de amigos estamos experimentando um projeto chamado “Quintas de RPG”, que vai na contramão dessa tendência. A ideia aqui é que a cada semana um de nós mestra alguma coisa curta e despretensiosa para os demais. Acho que o caminho deve ser por aí. Ainda gosto de campanhas elaboradas, é claro, mas acho que vou parar de mestrá-las por enquanto e favorecer coisas cada vez menores.

Por acaso hoje seria a minha vez de mestrar, o que não vai acontecer por causa da doença. O que talvez signifique que eu é melhor me render e começar a jogar WoW de uma vez ;-)

Surpresa da GR

01/05/2009

Então a Green Ronin está fazendo uma contagem regressiva para um “grande lançamento” na semana que vem. Especulações sobre que lançamento seria esse abundam – desde as mais realistas sugerindo que é o material antigo de d20 e True20 da GR sob um novo selo até as mais bombásticas, achando que trata-se de uma licença gorda como Babylon 5, Star Gate ou até mesmo Senhor dos Anéis. Na
conta de Twitter
da GR há vários teasers.

A ver, a ver. Não gosto muito disso. A coisa de verdade sempre acaba sendo um pouco abaixo da expectativa. Mas cá estou torcendo para que seja SdA :-)

Adendo, em 05 de maio:

E o grande segredo é Dragon Age, baseado num videogame da BioWare, divisão da Electronic Arts. Uau. Sinto-me tão underwhelmed.

Boa sorte e sucesso à GR, mas não é bem o meu estilo ;-)