Feriadão de Jogos

Passei este último feriadão na casa dos meus pais, que estavam viajando e pediram que ficasse lá. Fiz algo que não fazia desde nem lembro quando: joguei RPG até me acabar!

Sábado foi sessão dupla, começando pela campanha de Star Wars: Corsários! que estava mestrando faz alguns meses. O toque diferente ficou pela troca do sistema utilizado. Deixei o Sistema Saga na estante e usei o Wushu, que é Open Source e se diferencia da maioria dos RPGs por aí por ter uma mecânica de resolução de cenas, em vez da típica resolução de tarefas. É uma ideia muito simples, se um pouco difícil de pegar de primeira depois de muitos anos de regras tradicionais. Basta dizer que oferece muito mais controle da cena aos jogadores do que qualquer coisa que eu já tenha visto – e flui que é uma maravilha!

Na mesma noite meu irmão emendou mestrando um rápido jogo de D&D 4, onde fiz um Bárbaro Goliath. O papel do Bárbaro é ser um Striker, ou seja, o cara que bate MUITO. Infelizmente, distribuições estatísticas não ligam muito para planos de jogadores; e se nas últimas sessões com meu irmão um outro personagem meu enfileirava críticos nos inimigos, o pobre Kraggor o Bárbaro apanhou como boi ladrão e só conseguiu acertar dois golpes… o último assim mesmo pelo GM ter graciosamente permitido ignorar o quinto ou sexto rolamento pífio consecutivo. Mas foi divertido, especialmente porque pude bancar o escudo de carne para os demais colegas, que conseguiram dominar os inimigos com mais facilidade.

Muitos acham, aliás, que esta última edição do D&D-Pai-de-Todos é próxima demais dos videogames, que tem regras muito complexas, que não dá margem para interpretação, etc. As primeiras podem até ter um fundo de verdade, mas a última é simplesmente errada. É bastante diferente da liberdade quase anárquica do Wushu, mas faz extremamente bem aquilo a que se propõe. O interessante é que a preparação dos personagens e das aventuras fica muito facilitada pelos programas oficiais da Wizards of the Coast justamente para isso. Havia dois notebooks à mesa…

E por falar em notebook, o terceiro jogo do feriadão foi um marco na minha carreira de Nerd. Era a segunda sessão de uma antiga campanha de Super-Heróis, repaginada depois de quinze anos de hiato para o sistema de Mutants & Masterminds. Até aí, nada excepcional. Mas um dos meus jogadores clássicos acabara de emigrar para o Canadá e tinha me perguntado se haveria como participar da segunda sessão via teleconferência.

Eu confesso a vocês que não levava fé. Puxa, como me enganei!

Notebooks, microfones, subwoofers e conexão wi-fi ligados, foi extremamente simples estabelecer contato com nosso emigrante via Skype e deixá-lo participar de todo o jogo, que durou quatro horas. Tirando uma ou outra limitação (não dava para atropelar o discurso, tinha que fazer silêncio quando ele falava), rolou como se ele estivesse presente. Fantástico, fabuloso, mesmo! É muito bom viver no futuro!

Especialmente se de vez em quando nos permitirmos um gostinho do passado.

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Uma resposta to “Feriadão de Jogos”

  1. Luiz Felipe Vasques Says:

    É, aquilo foi um marco nas rodas, tua carreira de GM, o que seja. :) O Rafael DeValley, outro emigrado para o Big Cold North, havia participado de algumas sessões assim com os camaradas da Rolemasterhall, mas não tinha gostado: na maioria das vezes, o som não lhe chegava, ele perdia quase toda a linguagem corporal da mesa, de repente era todo mundo rindo e ele sem saber porque… claro, isto tem já alguns anos, não sei qual o equipo que ele usou. A tendência é deixar as coisas mais claras. :)

    Mas foi muito bom ver isto, mesmo!

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